Operação da PM e do Ministério Público prende bombeiros no Rio

Uma megaoperação realizada pela Corregedoria Geral Unificada da Secretaria de Segurança, em parceria com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), na manhã desta terça (12), cumpriu 38 mandatos de prisão, sendo 35 bombeiros que são suspeitos de receber propina para facilitar a liberação de alvarás a estabelecimentos comerciais.

Segundo informações da Polícia Militar, os bombeiros faziam a fiscalização nestes locais com o objetivo de notificar os donos e, a partir daí, provocar um acordo para negociar os valores ilícitos. A forma de execução era a seguinte: fazia-se um laudo de exigências que mesmo não sendo cumpridas, após o pagamento da propina, os responsáveis pela fiscalização expediam o documento comprovando o cumprimento de todas a exigências. Ainda de acordo com a PM, o valor destas licenças variam entre R$ 750 e R$ 30 mil.

O esquema acontecia no setor de engenharia do 4º Grupamento do Bombeiro Militar, em Nova Iguaçu e do 14º Grupamento, em Duque de Caxias, além do setor de Operações com Produtos Perigosos, de onde a documentação era expedida.

Entre os denunciados, estão dez coronéis, sendo dois ativos e oito da reserva, oito tenentes coronéis, dois majores, oito capitães, um primeiro tenente, um subtenente, três segundo sargentos, um terceiro sargento e um cabo bombeiro.

Fluminense terá que se explicar

As investigações do caso apontam que o Estádio Giulite Coutinho, em Edson Passos, seria um dos estabelecimentos que foram liberados após pagamento de propina. A documentação irregular, neste caso, era o Laudo de Prevenção e Combate a Incêndios (LPCI). Há possibilidades da expedição deste laudo ter sido feito pelo setor de engenharia de Nova Iguaçu ou Duque de Caxias, conforme explicou o promotor do caso, Fábio Corrêa. “Hoje em dia, por conta da rotatividade, alguns ocupam postos de comando fora da Baixada [Fluminense]. Hoje, foi arrecadado uma farta quantia em dinheiro na casa de um dos comandantes de grupamento da capital: R$ 140 mil”.

No ano passado, o Fluminense assumiu a administração interina do estádio Giulite Coutinho para mandar suas partidas no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil. Até a publicação desta reportagem, o clube das laranjeiras não havia se manifestado sobre o caso, já o América emitiu uma nota oficial. “O America desconhece o assunto, mas irá tratar do mesmo se for chamado pelas autoridades para tal, o que ainda não aconteceu.”

[Créditos da foto: Fernanda Rouvenat / G1] 


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