UPA do Bom Pastor, em Belford Roxo, reabre modernizada e reformada

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas do Bom Pastor, em Belford Roxo, reabriu na segunda-feira (21) depois de um ano fechada. A capacidade da unidade é de 600 pessoas por dia, atendendo clínica médica e pediátrica, odontologia, atendimento laboratorial, raio-x e assistência social. A Secretaria de Estado de Saúde forneceu mobiliário, equipamentos e uniformes para garantir atendimento de qualidade a adultos e crianças que procurarem a unidade.

Atualmente, a UPA conta com cinquenta leitos e aproximadamente cem profissionais, entre médicos, enfermeiros, auxiliares e administrativos.  A unidade é hoje o único local em Belford Roxo de urgência e emergência para adultos, já que o Hospital Municipal, conhecido como hospital do Joca, e a Unidade Mista do Lote Quinze ainda estão fechadas. A prefeitura espera reabrir os aparelhos até o fim do ano para que o serviço de saúde à população seja ampliado.

A região onde está localizada a UPA do Bom Pastor, a comunidade do Gogó da Ema, é dominada pelo tráfico de drogas e situa-se perto de São João de Meriti. Para evitar superlotação, nos casos de maior gravidade a UPA contará com uma ambulância que levará os pacientes para outras unidades maiores, como o Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse ou o Hospital estadual Adão Pereira Nunes, o Hospital de Saracuruna, em Caxias.

O secretário municipal de saúde, Silvano Ferreira, explica o porquê da reabertura não ocorrer em janeiro, quando o atual governo assumiu. “Se tivéssemos reaberto lá atrás, ela hoje estaria fechada. Não havia planejamento para isso. Sem contar o processo burocrático, as licitações, para que retornássemos com o serviço agora. A UPA foi totalmente reformada e modernizada”, expõe o secretário.

Em Setembro do ano passado, devido a falta de repasses do Governo Estadual a unidade do Bom Pastor precisou ser fechada. Havia um rombo de mais de 9 milhões de reais e o município de Belford Roxo já não tinha mais condições de sustentar as despesas da unidade sozinho. Hoje,  a UPA será administrada por uma Organização Social, o Instituto de Medicina e Projetos (UMP), ao custo de R$ 1,4 milhão por mês. A responsabilidade dos repasses será da administração municipal, que receberá também verbas estadual e federal.

 

[Foto: Cléber Junior/Extra] 


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