07 x povo: vereadores de Mesquita reduzem remanejamento de recursos para 1%

Em sessão extraordinária na manhã desta quinta (11), sete vereadores de Mesquita decidiram derrubar, entre outras decisões do prefeito, o veto à Emenda 004/2017, referente ao Projeto de Lei nº 84/2017. O parecer da Casa reduz de 35% para 1% a margem para a abertura de créditos adicionais suplementares, ou seja, diminui a quantidade máxima de recursos que pode ser remanejada pelo prefeito para atender às demandas que surgirem ao longo de 2018.

Com a derrubada do veto, o prefeito fica engessado na hora de remanejar recursos de uma fonte para outra. Além disso, com o percentual menor, o limite de movimentação esgota mais rapidamente, assim, uma área com necessidade de investimentos pode ficar comprometida.

E não para por aí. Qualquer alteração tem que passar por lei específica e fica sujeita à aprovação na Câmara, ou seja: o prefeito fica dependente da Casa para utilizar os recursos no decorrer do exercício financeiro de 2018.

Quem votou pela redução
Foram sete os vereadores que ficaram contra o povo. O presidente da Câmara que está em seu terceiro mandato, Marcelo Biriba (PRB), o policial militar Vandinho da Gráfica (PMDB), o ex-Subsecretário de Esportes Pebo Pinheiro (PRB), Leonardo Andrade (PHS), que está em seu segundo mandato, Amaury Trindade (PTB), Professor Max (PPS) e Russo do Radiador (PHS).

Durante a sessão extraordinária, a vereadora Cris Gêmeas (PCdoB) defendeu o veto do prefeito: “Por que hoje reduzir de 35% para 1%, quando em 2017 foi unânime que aumentasse para 35%? Todos entenderam a importância do aumento na ocasião. Agora estamos discutindo a redução?”. Ela questionou o interesse dos vereadores em votar pelo veto. “Gostaria que a população estivesse ciente do que está acontecendo aqui. Precisamos de uma cidade que cresça. Ano passado discutimos o aumento, e quero dizer aqui que sou contra a redução”, discursou ela.

O vereador Marcel Taí Gostei (PTB) também foi contra a redução. “O prefeito precisa ter uma margem para trabalhar. Não tem como a Câmara dar 1% para o prefeito e qualquer coisa administrativa que ele for fazer, ter que pedir autorização à Casa. Com isso, ele perde tempo, perde contrato, perde várias coisas. Eu sou contra”, contou à reportagem do Conecta Baixada. E completou: “E digo mais: por quê saiu de 35% para 1%? Qual o real motivo? Eu até perguntei isso na hora, mas não tive resposta”.


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