Fim de incentivos ameaça a Baixada

Em encontro promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) no último dia 10, em Nova Iguaçu, empresários e prefeitos de municípios da Baixada Fluminense se mostraram preocupados com o fim dos incentivos fiscais do governo estadual às indústrias e concluíram que a medida pode levar ao fechamento de empresas, aumento do desemprego na região e à falência dos municípios.

Segundo a Firjan, entre 2008 e 2014, na Baixada, Queimados arrecadou mais de R$ 140 milhões em impostos e gerou mais de 6 mil empregos. Outro município beneficiado, Paracambi arrecadou mais de R$ 13 milhões e gerou cerca de 3 mil empregos. Já em Magé foram quase R$ 30 milhões arrecadados e cerca de 10 mil empregos gerados.
Prefeito de Queimados, Carlos Vilela (PMDB), acredita que se o município perder os incentivos, vai à falência. “Dependemos dos incentivos fiscais. Em 2008 tínhamos sete indústrias, duas foram embora. Hoje temos um distrito com 41 empresas graças a essa política. O Rio precisa dos incentivos, ou as empresas vão para outros estados”, declarou.

Pesquisa recente da Firjan com 200 empresas mostrou que 89,6% farão demissões se perderem incentivos, o que representa 45.022 empregos em risco. Mais da metade das empresas (52,6%) disseram ainda que irão fechar as portas. Dessas, 60,5% vão se mudar para outros estados, enquanto 39,5% devem encerrar definitivamente suas atividades. 


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