Os campeões de Mesquita

Independente da idade, o talento é visível aos olhos de quem entende do assunto. De um lado, Luciano Nogueira, de apenas 13 anos, campeão brasileiro de Jiu-Jitsu. Do lado oposto, Paulo Nogueira, de 30 anos, um dos grandes representantes do esporte na Baixada Fluminense. Mas não se engane, o mesmo sobrenome não é coincidência. Moradores de Mesquita, Luciano e Paulo já ultrapassaram a barreira familiar e, há mais ou menos três anos, se tornaram mestre e aluno.

Luciano Nogueira é conhecido como “casca grossa” pela equipe de seu primo na academia Mega Physical, em Mesquita. De acordo com o pai do campeão, o comportamento do filho melhorou bastante depois que começou a praticar Jiu-Jitsu. Luciano treina como um adulto, de acordo com Paulo. Seis vezes por semana, 3h horas por dia.

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Luciano é campeão brasileiro de Jiu-Jitsu aos 13 anos. Fotos: Divulgação

 “Essa idade é complicada, sabe? Depois que meu filho começou a treinar com o Professor Paulo, o comportamento dele mudou completamente. Ele se tornou amigo, respeita seus amigos e familiares. Essa transformação não aconteceu somente com o Luciano, com outros alunos também”, afirmou o pai.

Diferente de seu primo, o mestre Paulo Nogueira entrou no Jiu-Jitsu por acaso. Para ganhar condicionamento físico para surfar, acabou se apaixonando, se profissionalizando e conquistando títulos importantes desde a faixa azul.

“Eu surfava e procurei o Jiu-Jitsu para ganhar condicionamento físico. Consegui ser campeão do Rio Summer Open Internacional, estadual, Sul-americano e vice-campeão do Abu Dhabi Grand Slam. Quando o Felipe Braga inaugurou a academia Mega Physical, me convidou para dar aulas de Jiu-Jitsu. Resolvi arriscar e não parei mais”, disse.

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Diferente de seu primo, o mestre Paulo Nogueira entrou no Jiu-Jitsu por acaso e já venceu vários campeonatos: Foto: Divulgação

Com quase 50 alunos, Paulo afirmou que a equipe faz “vaquinha” dentro da academia para todos os atletas participarem de campeonatos. Sem patrocínio, os alunos querem representar a cidade e serem reconhecidos por isso.

“Não temos patrocinadores. Nós fazemos uma “vaquinha” dentro da academia para a galera lutar. Para viajarmos, temos que fazer uma caixinha e pedir dinheiro para os comerciantes locais. Não temos apoio nenhum da prefeitura local ou de qualquer órgão público e representamos a cidade muito bem. Nós somos profissionais e queremos respeito. Dedicamos muito tempo de nossas vidas nos treinos e precisamos ser reconhecidos”, finalizou. 


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