Deputado é investigado por assassinato de oponente

Vandro Família, que também é sargento da PM, é suspeito de ter sido mandante da morte de Paulinho P9, em março do ano passado (Foto: ALERJ)

O deputado estadual Vandro Lopes Gonçalves, o Vandro Família (SD), de 41 anos, foi preso durante uma operação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) na manhã dessa terça-feira (21), em Magé. Em uma investigação realizada pela DHBF, o nome de Vandro aparece com indícios de ligação a grupo de extermínio que teria assassinado Paulo Henrique Dourado Teixeira (PTB), o Paulinho P9, 33, em março do ano passado. Paulinho P9 era adversário político do deputado e chegou a denunciar um esquema de licitações fraudulentas na Prefeitura de Magé que envolvia Vandro enquanto vice-prefeito e o empresário Fabiano Florim.

Vandro é sargento da PM e foi vereador de Magé entre 2013 e 2017, além de ter ocupado o cargo de vice-prefeito do município entre 2017 e 2018. O policial militar Alexander Moura Silva, segurança de Vandro, também foi preso no final da ação.

Na ação, nomeada em alusão à vítima de “Operação P9”, os policiais cumpriram 20 mandados de busca e apreensão em endereços da quadrilha, inclusive na residência do deputado, seus seguranças, bem como na casa de empresários ligados ao esquema denunciado por P9. Buscas foram feitas na capital, em Magé, Guapimirim, Piabetá, São Pedro D’Aldeia e Petrópolis. Foram apreendidos celulares, computadores, carregadores com munições calibre .380, um revólver 38 e anotações.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações revelaram a existência de uma organização criminosa que tentava manter em sigilo diversos procedimentos administrativos dos envolvidos com a Prefeitura de Magé. A partir do momento em que P9 formalizou denúncias, virou alvo da quadrilha.

Em nota à imprensa, o Vandro afirmou que “já prestou os esclarecimento que lhe cabiam não tendo qualquer conhecimento acerca dos fatos a ele imputados”

Um histórico de suspeitas

Em 2012, Vandro Família foi preso em uma operação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) contra a milícia da localidade de Fragoso, em Magé. Vandro, à época, fora considerado chefe da milícia.

No ano passado, o Ministério Público do Rio (MPRJ) pediu a cassação do mandato de Vandro como vice-prefeito e do prefeito de Magé, Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (PPS). Eles são suspeitos de distribuir cestas básicas aos servidores do município. Na ocasião, os procuradores pediram também que eles fiquem inelegíveis por oito anos.

Procurado pelo jornal O DIA, o deputado afirmou que confia na Justiça e que aguarda o resultado das investigações:

“Quanto aos fatos alegado pelo delegado, segundo os quais o deputado supostamente chefiava grupo de milícia, em 2012, convém esclarecer que Vandro Família foi impronunciado, ou seja, a Justiça concluiu que as acusações contra o deputado eram falsas, conforme consta na certidão de inteiro teor do processo disponível na página oficial do deputado no Facebook.”

Também em nota, o Solidariedade disse que “confia na Justiça e no amplo direito à defesa e no contraditório e aguarda o resultado das investigações”. A Polícia Militar informou que a “Corregedoria está acompanhando o caso”. 


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