Sucessores vão sofrer para governar

Prefeitos que saem deixam para quem entra um rastro de salários atrasados, obras inacabadas e dívidas

A pouco mais de um mês para o término das atuais administrações municipais, algumas das principais cidades da Baixada Fluminense sofrem com o abandono. Nova Iguaçu, Belford Roxo e São João de Meriti estão com salários de servidores atrasados há pelo menos dois meses, três em algumas secretarias. Em Duque de Caxias, apesar de não haver atrasos, os salários dos servidores vêm sendo parcelados desde o início do ano; este mês os servidores vão receber em três vezes e não há previsão do 13º salário.

Em todas as cidades, hospitais e postos foram fechados ou atendem precariamente, principalmente após a demisão de milhares de servidores terceirizados ou cooperativados.

A partir desta edição, o Conecta Baixada vai publicar pequena série mostrando a herança deixada pelos atuais mandatários a seus sucessores e o descaso com que os políticos brasileiros costumam tratar a coisa pública após derrota nas urnas ou encerramento de mandato.

Prefeituras receberam mais de R$ 1 bilhão
As prefeituras culpam a crise financeira do País pela bagunça em que se meteram. Porém, um levantamento, mesmo superficial, dos valores pagos pelo Governo Federal para as principais rubricas (pastas), como Saúde e Educação, mostram que o que faltou foi controle e não dinheiro para os atuais prefeitos.
Para ficar apenas nas principais cidades da Baixada – Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo, São de Meriti e Nilópolis – o levantamento mostrou que juntos, os cinco municípios receberam mais de R$ 1 bilhão somente em 2016 (até setembro). Isso apenas dos recursos básicos como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM); o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb); e o Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Série mostrou
obras inacabadas
Outro reflexo da falta de zelo com a coisa pública está na quantidade de obras abandonadas ou atrasadas. Viadutos, estradas, praças, centros de lazer e até terminais rodoviários não saíram do esqueleto e, em alguns casos, nem do papel, conforme o Conecta Baixada mostrou na série de reportagens “Ficou na Promessa”, nas edições 16, 17, 18 e 19. 


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