Obra da prefeitura de Mesquita coloca crianças em risco

Espaço era utilizado para lazer por moradores da Coréia, antes de ser tomado pela prefeitura 

A cinco meses das eleições municipais, as obras da prefeitura de Mesquita no antigo campo do Potyguar Futebol Clube estão longe de serem concluídas. O canteiro de obras se tornou uma armadilha para crianças que brincam livremente em meio ás máquinas. O espaço não foi isolado e oferece risco até mesmo aos operários, que trabalham sem equipamentos de proteção.

Foto: Lélio Neto/Conecta Baixada
Espaço não tem placas informativas, grades ou vigias para impedir que crianças se arrisquem (Foto: Lélio Neto/Conecta Baixada)

“Quando o clube existia, as crianças brincavam no espaço sem que os pais se preocupassem. Ele também era murado e aqui funcionavam projetos sociais. Só que agora a história do bairro foi ao chão junto com a minha infância e a de muitos meninos daqui”, disse a massoterapeuta Jaqueline Guimarães, de 47 anos.

O início das obras foi polêmico. A direção do Potyguar processou a prefeitura pela expropriação indevida do espaço no fim do ano passado. A ação foi movida logo após o início das obras do posto policial da Coréia.  A destruição da sede do clube sem aviso prévio colocou abaixo cerca de 60 anos de história.

Assista:


“A prefeitura chegou aqui numa segunda-feira, dia que o clube não funcionava, e derrubou tudo. As máquinas destruíram os oito vestiários, o campo além de destruir troféus e documentos da sede”, disse o diretor do clube, Paulo Roberto Gôes.

A prefeitura anunciou que no terreno seria construído também uma Vila Olímpica e uma Unidade Básica de Saúde. Porém, as obras já começaram sem licitação. Além dos riscos oferecidos às crianças que utilizam o espaço como área de lazer, o diretor do Potyguar F.C. ainda afirma que a logística das construções não faz sentido.

“Aqui é uma área de risco, logo, um posto policial próximo à única área de lazer da Coreia apresenta risco sim a população. Imagine se algum dia criminosos passem por aqui atirando?”, acrescenta o diretor do clube.

Ainda segundo o diretor do Potyguar, a autorização de funcionamento do espaço foi cedida pela prefeitura de Nova Iguaçu quando Mesquita ainda era um distrito do município. Ele ainda afirma que ninguém foi indenizado depois da expropriação. O processo já está em fase de conclusão é aguarda a sentença do juiz.

“Há dois anos que o terreno foi desapropriado e eles nunca nos pagaram a indenização. Foi um ato de extrema covardia e descaso com a população”, conclui. 


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