Sufoco na fila do TRE em Mesquita

Foto: Lélio Neto/Conecta Baixada

Por: Marcelle Bappersi e Leilane Oliveira

As pessoas reclamaram que o sistema de agendamento falhou e provocou a superlotação das zonas eleitorais; TRE afirma que não recebeu reclamações

O último dia do prazo para regularização da situação eleitoral foi tumultuado em Mesquita. Eleitores que não conseguiram fazer o agendamento pela internet ou telefone disputavam lugar nas filas, que começaram a se formar às 5h da manhã desta quarta-feira.

Assista:

Preparada para enfrentar mais um dia de espera debaixo do sol, Roseni Vicente, de 46 anos, levou o guarda-chuva e garrafinhas de água na bolsa. A dona de casa, que é hipertensa, conta que enfrentou a fila no dia anterior para transferir seu titulo de eleitor e que voltou à zona eleitoral nesta quarta-feira para tirar o título do filho de 17 anos.

“Ontem eu fiquei seis horas aqui, debaixo do sol e em pé, aguardando para ser atendida. Sabendo da demora, hoje eu vim preparada para acompanhar meu filho, que vai tirar seu primeiro titulo”, disse a mulher.

Já passava do meio dia e as pessoas se acomodavam como podiam. Muitos sentavam nas calçadas ou em bancos improvisados. Até mesmo idosos ou mulheres com bebês enfrentaram longas horas de espera nas filas de prioridade.

“Cheguei aqui às 9h e até agora não estou nem próximo à zona eleitoral. Estou aqui com fome, minha filha de oito meses exposta ao sol e ninguém ajuda ou cede lugar. E pior, muitos furam fila e tiram o lugar de quem esperando desde cedo”, contou Jéssica Lima, de 24 anos.

Eleitores esperavam por até 6h nas filas (Foto: Lélio Neto/Conecta Baixada)

Era possível ver o alívio estampado nos rostos das pessoas que conseguiam atendimento, a exemplo do motorista Roberto Carlos Costa, de 46 anos, que chegou na unidade às 6h, pensando em ser atendido logo.

“Eu vim cedo para poder ir trabalhar, mas não consegui. Olha a hora que estou saindo daqui, já passa do meio-dia. Estou me sentindo humilhado como cidadão, porque o sistema falho. É erro deles e não nosso”, desabafou.

Em nota, o Tribunal Regional Eleitoral informou que o prazo estava aberto desde o início do ano e que a superlotação dos postos foi causada pela grande procura, que deixou algumas unidades sem vagas para atendimento. O órgão ainda afirmou que não recebeu reclamações de falhas no sistema.


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